A VIDA É UMA MONTANHA RUSSA
Algumas pessoas gostam de brincar em Montanha Russa. Eu, não. Prefiro a tranquilidade que a terra firme me passa, mesmo sabendo o quão enganadora essa tranquilidade realmente o é. Porque, na realidade, as mesmas sensações que as pessoas buscam no brinquedo citado, as temos a todo instante no mundo real…
Explico o que desejo dizer… a vida é feita de altos e baixos. Cada instante de nossa vida reserva surpresas, e nem sempre essas são agradáveis. Porque os bons e maus momentos se intercalam. Infelizmente, não podemos prever sua sequencia real, o que nos possibilitaria tentar driblar os percalços futuros. Sim, eu sei que algumas pessoas conseguem se programar a tempo e as variações temporais parecem não atingi-las tão severamente…
Temos noção de como o mundo age, e reage, de acordo com nossas atitudes. Tudo aquilo pelo qual passamos é reflexo direto de nossas ações. Presentes e passadas. Ou seja, os percalços que passamos nada mais são do que consequências daquilo que fizemos, intencionalmente ou não…
O grande problema é que, no calor do momento, tudo o que desejamos é resolver determinada situação. E nem sempre conseguimos escolher o melhor caminho. Porque nos sentimos pressionadas a dar uma resposta rápida ao problema e acabamos por não o estudar com a atenção que este merecia. E é quando acabamos por criar um problema maior, que virá bater à nossa porta no futuro…
“De boas intenções o Inferno está cheio”, já dizia o velho adágio. Infelizmente, na maioria das vezes, reagimos ante determinadas situações, rezando para que a solução encontrada seja suficiente para resolver o problema a contento. Mas a vida não funciona assim, não é mesmo?…
As soluções que buscamos raramente estão ao alcance de nossas mãos. Normalmente dependem de uma série de ações executadas por outras pessoas. E essas não fazem a menor ideia de sua importância na resolução de nossos problemas. Porque, a bem da verdade, em muitas situações elas nem mesmo imaginam que existimos. Pois não pertencemos à esfera familiar destas…
Sim, na maioria das vezes a solução de nossos problemas está nas mãos de desconhecidos. Pessoas que não fazem a menor ideia de que sequer existimos. O que é perfeitamente normal, considerando o tamanho da população…
Em determinados casos, somos número em uma planilha. Em outros, nem isso. Pertencemos a uma simulação onde, através de cálculos matemáticos, alguém chega à conclusão de que existimos. Mas não faz a menor ideia de onde estamos, quem somos, qual nosso desejo…
E esse alguém também tem uma participação estatística. Ele também só existe através da projeção que alguém, em determinado momento definiu a sua existência. Ou seja, não conseguimos fugir dessa equação…
Todos estamos, de uma forma ou de outra, ligados por essa mágica, esse movimento espacial inexplicável. Porque reagimos, ao invés de agir? Bem, se alguém conhece a resposta deveria compartilhá-la. E talvez até o faça, embora as pessoas ao seu lado provavelmente não entendam seu gesto. Somente compreendemos determinada ação quando seus resultados nos favorecem…
Bem, como eu disse, a vida é como uma montanha russa. Nesse momento começa minha corrida rumo ao solo. Mas, diferente da montanha russa montada para as pessoas se divertirem, não sei se, ao final desta descida, conseguirei galgar os passos que nos levam para o alto, novamente. Porque, algumas vezes, o trenzinho da vida costuma desviar seu destino para o Ancoradouro de Caronte… mas, no final, esse é o destino de todos nós, não é verdade?…
Tania Miranda – Brasil – 19/10/2026

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, “Tirésias, a dualidade da alma humana”(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e “A volta do Justiceiro”, romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog… (taniamirandablog.blogspot .com)… sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade…
