Vivemos eternas lutas de classes. Adultos x crianças (pode parecer exagero, mas existe esse tipo de disputa), trabalhadores x patrões, ricos x pobres, homens x mulheres… e por aí vai. Aparentemente não sabemos viver sem uma querela que possamos chamar de “nossa”. Há sempre algo a contestar, há sempre algo do qual podemos discordar. E por que tal acontece? A resposta não é tão simples…
Primeiro temos que nos lembrar que não há duas pessoas que tenham a mesma visão sobre aquilo que presenciam em seu dia a dia. Segundo, buscamos sempre, antes de qualquer outra coisa, nosso bem estar, mesmo que à custa de outros. E nem percebemos que agimos dessa forma, pois não é isso que percebemos em nosso mundo particular. Sim, cada um de nós está em uma frequência diferente, onde aquilo que vejo, aquilo que sinto, não é, de forma alguma, o mesmo que a pessoa ao meu lado consegue reparar…
Sim, embora pareça estranho, cada um de nós está inserido em uma dimensão paralela às outras pessoas. Interagimos, simplesmente. Mas em realidade, não fazemos parte da vida da outra. Porque cada experiência vivenciada é única. Não há como duas pessoas distintas passarem por uma situação qualquer e terminarem com a mesma impressão sobre o ocorrido. Poderá ter alguns pontos convergentes. Mas dificilmente ambas perceberão o incidente da mesma forma…
E o que isso tem a ver com as lutas de classe, mencionadas no inicio desse texto? Bem, como eu disse, somos uma raça belicosa por instinto. Por mais que tentemos ser pacíficos, em algum lugar de nossa psique há uma pequena fagulha esperando para tornar-se uma labareda de dimensões catastróficas. Por isso não é muito inteligente de nossa parte testar os limites das pessoas que gravitam ao nosso redor. Elas podem estar no seu limite e basta uma palavra mal colocada para que uma explosão sem tamanho esgarce o fino véu de civilidade que estas tentam ostentar…
Os acontecimentos de nosso dia a dia vão se acumulando no decorrer das horas. Pequenas frustrações acabam por tomar uma proporção gigantesca e se não houver alguma válvula de escape, chegará o momento em que tudo irá para os ares. Por um motivo bem simples… quando você se sente desiludida com alguma coisa, a necessidade de extravasar acaba por ignorar o bom senso e a civilidade. E você acaba por explodir com a pessoa que teve a infelicidade de colocar a gota d’água que fez seu copo transbordar. Claro que, por ser uma ação instintiva, você acaba não medindo as consequências de seu ato. Que podem ser simplesmente desastrosas para sua vida…
E por que tal acontece? Como eu já disse, simplesmente cada um de nós tem uma visão diferente da vida. Aquilo que para uma pessoa é normal, é justo, é necessário… bem, outra pessoa pode não perceber tal momento com a mesma visão. Porque não é o que ela percebe, de acordo com sua forma de perceber a vida ao seu redor. E é então que as querelas tem início…
O ditado “prevenção e caldo de galinha não faz mal para ninguém” ilustra bem os cuidados que temos que tomar em nosso dia a dia. Para não nos machucarmos nem ferir aqueles que caminham ao nosso redor. Mesmo que nosso copo esteja para transbordar, devemos fechar os olhos em algumas situações e engolir a mágoa ou a raiva que tentam crescer em nosso âmago. Porque, se desejamos viver em Paz, temos que ter consciência de que a luta por ela começa em nosso íntimo. De nada resolve gritarmos aos quatro ventos que desejamos viver em paz se, em nosso círculo pessoal não conseguimos conter a discórdia e o rancor. Porque somente conseguimos evitar que o ódio se espalhe entre as nações se conseguimos limpar nosso coração de todas as energias negativas que tentam se apossar de nossa alma. Não é uma tarefa simples… mas se desejamos viver em Paz, não há outro caminho a seguir…
Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, “Tirésias, a dualidade da alma humana”(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e “A volta do Justiceiro”, romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog… (taniamirandablog.blogspot .com)… sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade…
Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...