ArtigosCritica SocialCulturaDireitoEconomiaEducaçãoMeio AmbientePoliticaSaúdeSocial

A VIDA PEDE SOCORRO…

 

A população mundial ultrapassou oito bilhões de almas. A média de nascimento diário está em trezentos e sessenta mil novos moradores de nosso planetinha azul. E os passamentos estão em torno de cento e cinquenta mil diários. O que significa que o contingente cresce em torno de duzentos e dez mil pessoas por dia… e o que isso quer dizer, realmente?

O Planeta tem uma capacidade limitada de recuperação. Seus recursos, se não houver nenhuma política global que os preserve, irão se exaurir. Porque, embora o Planeta conte com diversos controles naturais para sua auto preservação, não consegue vencer as agressões que sofre em seu dia a dia. E o pior… aqueles que o agridem, o fazem sem ter consciência de tal prejuízo para seu próprio futuro…

O problema maior da população humana é não compreender que sua intervenção acaba por destruir seu habitat, criando um ambiente hostil para a preservação de sua espécie. Ela não consegue compreender que está interligada a toda forma de vida, necessária para manter seu próprio status. Exemplos de intervenções desastrosas para nossa comunidade existem aos milhares. A devastação desenfreada de florestas para construção de conjuntos habitacionais é um dos vários exemplos de como a nossa interferência pode afetar o eco sistema de uma forma desastrosa…

Mas não é apenas a construção de novas moradias que acaba por devastar a terra. No afã de se sentir mais confortáveis, as pessoas não tem nenhum escrúpulo em desviar leitos de rios, soterrar nascentes… o desmatamento desenfreado acaba por ter como consequência a desertificação de nosso mundo, o que implica em um futuro onde as necessidades mais básicas para a sobrevivência, não só de nossa espécie, como de outras que compartilham o espaço conosco fique comprometida…

Quando derrubamos uma floresta “em nome do progresso”, na verdade estamos destruindo nosso próprio futuro. Quando exploramos minerais para tornar nossa vida mais confortável, acabamos por assinar uma sentença que, no futuro, nos mostrará o quão danosa foi nossa intervenção para a vida tal qual a conhecemos. Sim, eu sei que algumas formas de vida conseguem sobreviver em situações extremadas. Não é o nosso caso…

Claro, nenhum de nós quer abrir mão do conforto que os avanços tecnológicos nos propicia. E nem nos preocupamos sobre o custo que tal benesse nos cobrará. Porque somos treinados, desde pequenos, a aceitar aquilo que nos apresentam como um direito inalienável… mas infelizmente, não é bem assim…

É verdade que o próprio planeta procura criar meios de evitar as tragédias que insistimos em elaborar. Meios de controle são lançados à Natureza a todo instante. Mas a nossa criatividade consegue driblar essas tentativas naturais de evitar aquilo que, em determinado momento, passará a ser inevitável…

Vivemos um paradoxo… ao mesmo tempo que sentimos ter que frear o crescimento populacional, visto que chegará um momento em que simplesmente não teremos como viver da maneira tradicional, incentivamos as pessoas a continuar a procriar… e criticamos aquelas que ouvem o chamado da natureza e se recusam a obedecer os ditames da Tradição… pois não é isso o que seu instinto lhes diz para fazer…

Talvez seja justamente esse o ponto… a muito fomos ensinados a desconsiderar aquilo que é mais precioso para nossa sobrevivência… ouvir nosso interior, seguir nossos instintos. Pois a primeira lei, que insistem em nos fazer ignorar, é justamente essa. Para aqueles que estão no comando da Sociedade, saber que determinadas situações acabarão por nos levar ao precipício não é motivo suficiente para tomarem as providências que resolveriam, de fato, esse problema aparentemente sem solução. Porque para estes, somos peças de um grande maquinário perfeitamente substituíveis. E se em algum momento a situação como um todo se tornar insustentável, com certeza haverá um plano de contingência para salvar aqueles “que realmente importam”, ao menos em sua visão distorcida. Mas planos de contingência podem falhar, não é mesmo? O que significa que mesmo aqueles que se acham acima de tudo e de todos não percebem que trabalhar pelo bem estar de toda a população mundial, sem trapacear, é garantir seu próprio futuro. Pois um mundo onde os recursos naturais tenham se exaurido não poderá sustentar nenhuma forma de vida… pelo menos a forma de vida que conhecemos.

Tudo que posso pedir aos céus é que nossa Sociedade acorde e comece a trabalhar realmente para salvar nosso planeta. Conservar a biodiversidade tal e qual a Natureza a criou. Porque somos parte desta. E nenhuma modificação feita por nossas mãos irá nos conduzir a um mundo melhor. Ao contrário, podemos estar assinando nossa própria condenação sem que tenhamos consciência disso…

Tania Miranda   –   Brasil   –   08/08/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *