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QUAL O SENTIDO DA VIDA?

Qual o sentido da vida? Eis aí uma pergunta para a qual, a princípio, não temos respostas. Ou, ao contrário, temos até demais. São tantas as opções de resposta que ficamos até sem saber qual delas usar. Porque, ao mesmo tempo que vivemos em um mundo físico, sólido, também temos um pé em um mundo espiritual… sem contar as várias dimensões que se abrem à nossa volta…

Claro que, ao falar de locais, não estou me referindo exatamente ao sentido da vida, que é a pergunta original. Porque sentimentos são etéreos. Não podem ser tocados, apenas sentidos. Tudo bem, para nossa percepção, mundo espiritual ou dimensões paralelas também são conceitos abstratos. Não podemos ver nem tocar. E, em realidade, não podemos nem mesmo sentir. Para esses mundos que estão além da nossa realidade física, nada mais resta que nossa fé em sua existência…

Então acredito que devemos nos voltar ao tema proposto… e falar sobre isso não é nada fácil, visto que esse sentimento muda de pessoa para pessoa. Claro, há objetivos semelhantes entre nós. Mas uma coisa semelhante não é, de maneira alguma, igual. E ao nos depararmos com tal resultado, a decepção pode tomar conta de nossa alma, visto não ser este o resultado esperado…

Para algumas pessoas o sentido da vida é viver intensamente.  Mas o que vem a ser “viver intensamente”? Percebeu como não é nada fácil catalogar as sensações humanas? Afinal, para mim, participar de uma maratona e chegar entre os cem primeiros pode ser considerado “viver intensamente”… ou passar noites e noites curtindo uma festa, junto com várias amigas, também pode receber o mesmo rótulo. Ou trabalhar em um projeto que me traga prazer em realizá-lo…

Como dá para perceber, essa frase pode ter mil e um sentidos. E todos eles farão jus àquilo que foi proposto. Porque a euforia da pessoa está ligada àquilo que ela realiza. Se tal atividade lhe dá prazer, bem, isso significa que ela está levando sua vida intensamente. Mas será que ela está considerando suas ações como algo mais profundo? Será que ela vê nessas atividade aquilo que ela realmente persegue… o sentido da vida… da sua vida?…

Nem sempre tal representa a realidade perseguida por aquela pessoa. Viver “intensamente” nem sempre significa que a pessoa encontrou sua passagem para o Nirvana. Muitas vezes é uma fuga, uma tentativa desesperada de encontrar algum sentido naquilo que ela não consegue alcançar… a paz interior que lhe dará a visão para, finalmente, entender qual o sentido que ela procura em sua vida…

Isso significa que o sentido da vida é o recolhimento em si próprio, o isolamento do mundo exterior? É claro que não. Uma pessoa solitária não tem parâmetros para medir o que quer que seja. E o vazio que se formará em seu ser com certeza em algum momento se tornará um tormento para esta. Porque ela irá se questionar se aquilo que ela vive… na verdade, não vive… é o sentido da vida. E por não se satisfazer com a resposta, poderá… ou não… entrar em depressão…

A resposta para essa questão é complicada. Porque somos uma grande multidão, onde nossos anseios quase nunca se alinham com os de nossos companheiros de caminhada. Porque você acha que as pessoas discordam tanto entre si? Simplesmente porque a visão de cada um não coincide com a das pessoas que caminham ao seu lado… os objetivos são diferentes… e a estrada a ser seguida, também…

Sim… não conseguimos definir qual o sentido da vida. Porque esse sentido irá depender de vários parâmetros, tão pessoais que não há como uniformizarmos tais resultados. Exemplos há aos milhares à nossa volta. Para alguns, o sentido da vida é constituir uma família e perpetuar a espécie. Para outros, correr atrás da própria felicidade, sem depender de quem quer que seja. Alguma pessoas  almejam alcançar riquezas… algumas, materiais, outras, espirituais… como pode ver, o sentido da vida é tão complexo quanto o próprio ser humano. Mas assim é a vida, não é mesmo? Se ela fosse simples em suas respostas, talvez não tivesse tanta graça em caminharmos por esse plano….

Tania Miranda  –   Brasil  – 18/09/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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