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toda luta tem suas consequências…

Já reparou que nem sempre podemos tomar a atitude que deveríamos, uma vez que há muito mais em jogo… e se reagirmos como o esperado, os maiores prejudicados pela nossa ação serão justamente aqueles que precisamos defender? Sim, muitas vezes temos que engolir nosso orgulho e aceitar situações que, em outro momento, jamais aceitaríamos…

Claro que aqueles que se encontram à nossa volta nem sempre conseguem entender nossas ações. Porque, infelizmente, não podemos externar o motivo real de nosso recuo. Fazemos porque precisamos, não porque queremos…

O tempo é fluído, passa por nós como um fantasma… e nessa passagem, cria a falsa ilusão de que aqueles que estão nesse plano a mais tempo deixam de ser capazes de tomar a frente de algumas situações… é quando os mais jovens. por motivos vários, tentam derrubar a autoridade daqueles que consideram menos indicados para liderar a matilha, digamos assim…

Estou usando a figura da matilha de propósito. Em qualquer agrupamento selvagem sempre há o líder. É aquele responsável pelo bem estar de seu grupo. E nesse grupo não existe democracia quanto à escolha do guia… o mais forte comando, o restante obedece. É ditadura pura…

Quando um componente mais jovem percebe que o líder não tem o mesmo vigor de outrora, este o desafia pelo controle do grupo em questão. E não há como fugir de tal desafio. Mas não é assim que funciona em nossa sociedade, embora os mais velhos sejam constantemente postos à prova… no momento que não conseguem suplantar  os oponentes mais jovens acabam por ser custodiados por aqueles que se consideram mais indicados para liderar tal agrupamento…

Somos seres pensantes, nos consideramos inteligentes. E por tal motivo, antes de entrarmos em uma batalha, levamos em consideração variantes que podem ou não decidir a peleja a nosso favor. Em certos momentos recuar não significa reconhecer a superioridade do desafiante, mas sim aguardar um momento mais propício para enfrentar tal batalha…

Esse tipo de situação é encontrado em todos os meios sociais. Mas… veja só… onde tal é mais forte é no seio familiar. E é o campo de batalha mais complexo. Pois quando você se digladia com desconhecidos, não importa qual resultado, seu orgulho está a salvo. Mas quando tal batalha se desenrola no seio familiar… bem, o resultado é sempre definitivo… não há como recuar, não importa qual tenha sido o desfecho…

Antes de entramos em uma contenda devemos levar em consideração vários aspectos de tal ato… primeiro, o que ganhamos com isso? Dignidade ferida não é um argumento válido para se ir à guerra. Se alguém de seu grupo mais restrito te ofendeu mortalmente, a melhor resposta que você pode dar a este é seu silêncio gélido… não há castigo pior…

Em caso de ruptura emocional… vale realmente a pena seguir em frente nessa batalha? Afinal, não será apenas o derrotado que irá sofrer as consequências desta, o vencedor também acabará sendo arrastado de roldão pelo resultado da querela, sem falar naqueles que não participaram diretamente da contenda, mas que também acabarão por pagar por algo que lhes diz respeito, mas que gostariam que não dissesse…

Em casos assim a ruptura costuma ser definitiva. E aí vem mais um aspecto a ser considerado… vale a pena arriscar uma relação, mesmo que frágil, para “manter a linha de comando”? É complicado. Mesmo porque não é apenas a pessoa em questão que será atingida pelas consequências de tal luta… e provavelmente os outros membros do grupo não desejam pagar tal preço…

Seguir tal conduta pode levar a um resultado bem diferente do esperado… o Líder reafirmou sua posição, em caso de ter ganho a contenda. Ou seu oponente conquistou o direito de suplantá-lo. Em ambos os casos haverá rejeição do grupo, a animosidade irá imperar por muito tempo entre os componentes, que reagirão de forma contrária ao resultado. E boa parte irá isolar o líder, novo ou antigo, até que este conquiste ou reconquiste sua confiança novamente…

Por isso, antes de se tomar qualquer atitude, o mais sábio é pesar os prós e os contra.  E só depois de tal avaliação, seguir em frente ou recuar. Lembre-se sempre que os heróis são os covardes que não conseguiram fugir da batalha e acabaram servindo como bucha de canhão… o covarde vivo é aquele que teve o bom senso de recuar ante uma batalha perdida de antemão e poderá enfrentar uma nova luta, onde finalmente conseguirá a vitória tão esperada…

Parar, pensar, avaliar os riscos. Planejar suas ações. Pesar os prós e os contra. Se preparar para as surpresas que podem ocorrer durante a querela. Se não seguir esse caminho, não está pronto para enfrentar ninguém. Suas chances de vencer simplesmente não existem… porque você deixou de ponderar tudo aquilo que pode ocorrer durante sua batalha… afinal, se algo pode dar errado, com certeza, dará…

Tania Miranda   –   Brasil   –    17/03/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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