imagine…
Um certo líder de uma certa potencia mundial declarou que, por ter a maior das forças armadas do planeta, controla a paz mundial. Suas armas lhe dão o poder de manter a paz entre os povos, mesmo que para isso tenha que dar a estes a paz do cemitério… é a mesma Pax Romana, de séculos atrás, e de outras potencias que se levantaram através dos tempo e, como fruta podre que eram, desapareceram na névoa dos tempos…
São lembrados? Sim. Com respeito? Por alguns. Sempre há pessoas que prezam o uso da força em detrimento ao diálogo. Sentem-se poderosos por dispor de algo que os outros não tem. E se tem, é de menor poder ofensivo. E assim, por décadas, essas pessoas que se julgam super poderosas dominam o mundo ao seu redor com mão de ferro, sempre dourando a pílula para que seus vassalos não se rebelem…
Mas o que dá a esses personagens poder para dominarem populações inteiras? Afinal, são seres humanos normais. Não tem nenhum superpoder, exceto, é claro, a megalomania. Mas isso não a faz imune das violências normais, não é mesmo? E no entanto…
Acredito que o que dá a essas pessoas tanto poder é algo transcendental. Mas como isso realmente acontece? Bem, vamos lá…
O ser humano é complexo. Não existem duas pessoas iguais na face da Terra. Cada ser é único, um Universo à parte. Cada pessoa tem sua visão particular da vida, e nada… nada mesmo… pode explicar porque isso acontece. A maneira de ver o mundo muda de pessoa para pessoa… porém…
Ao mesmo tempo que vivemos em nosso próprio mundo particular, acabamos por nos agregar a grupos que se formam ao nosso redor. É uma forma de proteção. Se estamos ao lado de pessoas com objetivos semelhantes aos nossos, temos mais chances de alcançar a linha de chegada. Se não como vencedores, pelo menos entre os primeiros…
Bem, um grupo social é formado, como eu disse, por pessoas que seguem uma linha de pensamento semelhante. Não seguem o mesmo parâmetro, mas sim as convergências que tal grupo possa ter em relação às pessoas ali reunidas. As ideias são discutidas e acabam chegando a um consenso…
Ninguém se dá conta de que um grupo social é um ser pensante e ativo. Ele se alimenta da energia despendida por seus seguidores. Aliás, estes são o motivo de sua existência…
Conforme esse grupo vai crescendo, suas ideias também vão tomando outra dimensão. E chega um momento em que o grupo segue suas próprias ideias, independente de haver ou não concordância dos membros como um todo. Haverá alguns membros que discordarão do caminho tomado, mas serão voz passiva nas decisões. Esse grupo simplesmente está vivo e segue suas próprias diretrizes. As pessoas? São meras células que compõe o corpo desse ser invisível que acaba por afetar a vida de todos…
Mas mesmo esse corpo social ainda não é aquele que determina o destino de tudo e de todos. Embora mantenha um certo controle sobre seus membros, ainda será agregado a um corpo maior, que reza por uma cartilha semelhante à sua. E assim, no final da contas, vários grupos acabam se reunindo, formando novos grupos que acabarão dando forma a um grupo único, o amálgama onde uma mente pensante irá ditar o destino de todos. O paradoxo… nem todos os componentes deste corpo concordam com suas decisões, mas ainda assim seguem suas instruções…
Por que isso acontece? Porque, lá no fundo, as pessoas se projetam nesse líder que elas escolheram. Afinal, suas ideias são aquelas que a maioria considera certas… são o caminho que conduz a um mundo onde, a despeito do medo dos outros seres sociais, todos se curvarão à vontade do ungido. Que representa o povo que o elegeu para tal posto…
Existe uma forma de mudar tal situação? Existe. É fácil? Nada nessa vida é fácil . O primeiro passo seria extirpar de nossa formação todo tipo de xenofobia. Mas tal não é tão simples. Porque, inconscientemente, a xenofobia e o preconceito são vistos como mecanismos de defesa pelo indivíduo. E mesmo que haja punição legal para aqueles que praticam um ou outro tipo de exclusão social de seu semelhante, é difícil erradicar da formação pessoal tal conceito. Porque essa é uma daquelas regras não escritas, mas que todos seguem, mesmo que secretamente…
Chegará o dia em que todos nós conseguiremos caminhar por este mundo sem medo. Onde não seremos presas nem predadores. Um mundo onde apenas o Amor irá imperar. Um mundo onde ódio, rancor, desavenças não terá lugar. Um mundo onde, no lugar de fabricar armas para erradicar a vida, trabalharemos ombro a ombro para que todos tenham em sua mesa uma refeição decente e um teto onde possam se proteger das intempéries do mundo. Um mundo onde a cobiça não impere de forma alguma. Um mundo onde realmente as pessoas se sintam irmãs e uma ajude a outra em sua caminhada…
Sim, parece utopia. E talvez seja. Mas, como já disse o Poeta, certa vez…”imagine um mundo em que todas as pessoas vivam em paz… Você pode até dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Espero que algum dia você se junte a nós… e então todos nós viveremos como um único ser…”
Tania Miranda – Brasil – 25/02/2026

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, “Tirésias, a dualidade da alma humana”(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e “A volta do Justiceiro”, romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog… (taniamirandablog.blogspot .com)… sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade…
