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AS REDES SOCIAIS NÃO SÃO PARA SEREM LEVADAS A SÉRIO

A não muito tempo atrás vi, no Facebook, criticas contra uma moça que ia à Academia e tirava fotos de seus treinos para publicação posterior na rede. Até aí, tudo bem. A critica se devia ao fato de que a moça editava suas fotos para publicá-las. Esse foi seu pecado. Afinal, que direito ela tinha de “enganar” seus seguidores, adulterando suas fotos originais para mostrá-las na rede? Eis aí a questão…

Bem, o que as pessoas se esquecem é que as redes sociais não são o espelho da realidade da vida de ninguém. Desde que você não prejudique outras pessoas, você é livre para se expressar da maneira que achar melhor. Afinal, ali é um espaço para que você possa sonhar, brincar, se divertir… ser, por alguns momentos quem você realmente é… ou seja, é um espaço onde você pode dar asas à sua imaginação…

É assim que eu uso esse espaço. E muitas pessoas também o fazem. Se edito minhas fotos? Claro que sim. Mesmo porque não sei quem está me observando do outro lado. Então, sim. Publico várias versões de mim mesma. Porque as pessoas que não conheço realmente não precisam saber quem eu sou, além da personagem que represento em meu dia a dia…

Isso é mentir? Não, de forma alguma. É simplesmente um tipo de proteção lúdico. Porque, ao mesmo tempo que estou me divertindo, evito exposição de minha vida privada. Sim, porque tenho uma vida além das redes sociais. Aliás, todos nós temos. E nosso mundo privado é nosso, apenas. Criamos um mundo onírico, onde podemos nos dar ao luxo de sermos que desejamos ser. Mas, fora deste, o mundo real nos conduz para outro tipo de caminhada…

E não há nada de errado em editar suas fotos. Por que? Simples… quando publico uma imagem minha na rede, não estou esperando reconhecimento de ninguém. Simplesmente estou realizando um sonho de ser, por alguns momentos, alguém diversa de quem eu sou na realidade. Assim como todas as pessoas que usam deste subterfúgio. Mas não é assim que o mundo da moda, da publicidade, faz já a tempos? Editam as fotos de suas modelos tanto que, muitas vezes, não conseguimos reconhecer a pessoa real quando a encontramos frente a frente…

Mas a cobrança existe. Algumas pessoas acham que você tem que mostrar-se, ao vivo e a cores, para que o mundo possa te julgar. Eu sei disso muito bem. A algum tempo atrás alguém influente de meu grupo publicou uma série de homenagens a algumas pessoas de nosso meio. Meio séria, meio na brincadeira, eu disse que também gostaria de receber aquele tipo de reconhecimento. Bem, recebi uma resposta educada, explicando sua negativa quanto ao meu pedido… para que merecesse tal privilégio, eu deveria parar de publicar minhas fotos editadas. Teria que mostrar sempre meu verdadeiro rosto. Claro que jamais farei isso, por motivos vários…

As pessoas que são próximas a mim me conhecem, sabem como realmente sou. Aquelas que nunca cruzaram meu caminho, que sabem que existo apenas no mundo digital não tem porque saberem quem eu sou em realidade. É a minha segurança, em jogo. É assim que vejo a recusa em abrir mão do direito de usar filtros em minhas fotos. E entendo as pessoas que também o fazem. Afinal, a vida digital não é para ser levada a sério. É apenas um lugar de recreação. Um lugar para soltarmos nossa imaginação, um lugar de sonhos…

Desde que não estejamos prejudicando ninguém com nossas postagens, pouco importa que imagem estamos usando. Ao menos, é assim que eu penso. Posso estar errada. Mas se não estou procurando nada além de divertir-me, que diferença faz o tipo de foto que publico? Cada um vai julgar minhas ações conforme sua formação… assim é a moça do ginásio. Foi julgada e criticada simplesmente por ter usado um espaço lúdico simplesmente para se divertir. E aí fica a pergunta que não quer calar… Porque a Sociedade se importa tanto com fatos que, realmente, não tem relevância alguma em sua vida? Não seria mais produtivo voltarem sua indignação para acontecimentos que realmente prejudicam a vida social? Eis aí algo para se pensar…

Tania Miranda – Brasil – 21/09/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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