ORGULHO E HUMILDADE
A vida é feitas de escolhas. A cada instante temos à nossa frente vários caminhos, que nos levarão a destinos não imaginados por nós. Alguns, até vislumbramos. Afinal, nossos sonhos nos permitem uma visão daquilo que desejamos em nosso destino. Fazemos planos mil, alguns mirabolantes, outros mais pé no chão. Mas na verdade nossa caminhada, por vezes, nos leva a plagas jamais sonhadas em nossa vida…
Claro, algumas pessoas conseguem alcançar sua meta inicial. Outras, chegam bem próximo. Mas a grande maioria se perde pelo caminho, pois as alternativas são tantas e tão semelhantes à primeira vista, que acabam por se desviar do rumo original…
Muitas vezes, ao fazermos uma escolha que, a primeira vista, parece similar àquilo que desejamos, acaba por nos levar a caminhos nunca sonhados. Alguns, melhores do que aquilo que originalmente queríamos. Outros, já tem como direção precipícios nebulosos, onde acabamos por perder a essência original de nossos planos…
Quantas vezes não nos sentimos à borda de um despenhadeiro sem fim, onde não conseguimos perceber quão profundo este é? E quando começamos a escalar escarpas perigosas, crendo piamente que é esse o caminho que nos levará até nosso objetivo sem perceber que quanto mais subimos, mais distantes ficamos daquilo que realmente desejamos? E tudo porque, muitas vezes, confundimos pirilampos com a luz das estrelas…
Muitas vezes o caminho escolhido para fugirmos de uma situação delicada nos coloca em situações ainda mais vulneráveis. E tudo porque temos uma visão parcial daquilo que ocorre conosco naquele momento. Nossa percepção do problema em questão está, por algum motivo, embotada de tal forma que, para resolvermos um problema, acabamos por criar outro ainda mais grave…
Claro, podemos pedir ajuda aos universitários, como dizia um famoso apresentador de tv a algum tempo atrás… mas pedir ajuda a quem quer que seja exige ao menos três condições, que nem sempre conseguimos cumprir… reconhecer nossa incapacidade de resolver satisfatoriamente a situação na qual estamos envolvidos, ter a humildade de reconhecer que outra pessoa pode, sim, ter uma solução viável para o problema que temos à frente e estarmos dispostos a tentar um caminho que, à primeira vista (ao menos para nós) não faz sentido algum…
E essa é a parte realmente difícil. Porque reconhecer que não temos capacidade de resolver um problema que se apresenta à nossa frente mexe com nosso orgulho. Reconhecer que alguém alheio àquilo que estamos enfrentando pode nos guiar por um caminho melhor que aquele por nós escolhido significa que estivemos errados desde o inicio de toda a situação. E isso é algo que tentamos ao máximo evitar… admitir que estávamos errados…
A vida é feita de escolhas. Boas e não tão boas assim. O problema de escolhermos um caminho “errado” é que ele não impactará apenas sobre nós. Há pessoas que gravitam à nossa volta que serão afetadas por nossas escolhas. E, na maioria das vezes, não aceitamos que essas mesmas pessoas opinem sobre algo que é sobre elas, também. Claro que aceitarem nosso ponto de vista, mesmo falho, é opção delas. Mas isso não nos isenta da culpa de conduzirmos toda a nossa turma rumo ao abismo que nos espera, se não houver neste grupo uma alma iluminada que consiga despertar-nos e nos trazer ao mundo real, antes que todos sejam atingidos pelas catástrofes de nossas decisões equivocadas…
Tania Miranda – Brasil – 15/09/2026

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, “Tirésias, a dualidade da alma humana”(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e “A volta do Justiceiro”, romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog… (taniamirandablog.blogspot .com)… sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade…
