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ESCOLHAS…

Só existem duas maneiras de se viver neste plano… frustrada, negando quem você é em sua essência, para se moldar aos modelos fornecidos pela Sociedade, ou não dar tratos a bola e viver da maneira que te faz feliz. Tanto uma como outra forma te cobrarão tributos, pois como já disse alguém certa vez, não existe almoço grátis nessa vida…

De uma forma ou de outra, você sempre irá incomodar alguém, não importa como e porte. Por mais que você tente, jamais irá agradar a Gregos e Troianos, como diz  o velho ditado…

A melhor forma de se viver feliz e em paz é fazer ouvidos de mercador. Filtrar aquilo que falam sobre você e não se importar com a torcida contra. Pois esta em nada irá acrescentar à sua vida. Na verdade, a única coisa que esta deseja é te ver infeliz, mesmo que não perceba que será esse o resultado de suas criticas destrutivas…

Na verdade, quando alguém te destrata, te tenta diminuir, muitas vezes ela pensa estar te fazendo um favor. Afinal, você está caminhando por uma trilha que te levará à perdição e esta, como boa samaritana que é, sente-se na obrigação de salvar sua alma. Mesmo que para isso tenha que te condenar à fogueira. Afinal, é melhor perder o corpo físico que a sua alma…

Quando uma turba resolve dar um corretivo em alguém que foge dos parâmetros sociais aceitáveis, ela está tentando manter a ordem do grupo… quer a todo custo evitar o caos que certamente se instalará se nenhuma medida for tomada. Ou seja… ser diferente daquilo que a Sociedade espera de você é perigoso…

Essas leis foram escritas a muito tempo e os marginalizados foram castigados no correr do tempo de formas variadas… aqueles que detinham o poder usavam do terror para controlarem essas pessoas, para que a ordem não fosse corrompida…

Claro que, ontem como hoje, há pequenos intervalos onde a paz entre os “diferentes” e os “normais” se manifesta. Mas essa trégua não costuma ser longa. Afinal, o que realmente conta é a “ordem natural das coisas”, seja lá o que isso quer dizer. Na verdade, tudo o que ocorre na Natureza é natural, ninguém consegue ir contra aquilo que ela define para cada um de nós…

Vivemos em uma Sociedade tão obcecada em controlar seus cidadãos que leis não escritas são criadas num repente e se tornam cânones que devem ser respeitados. A ordem deve imperar no grupo. A felicidade individual, não…

Se for necessário dividir para que o controle seja efetivo, tal será feito.  Se a violência ajudar a criar o ambiente perfeito para que tal ocorra, por que não? O que importa, em realidade, é que todos sigam a cartilha do “bem estar social”… mesmo que os elementos que compartilham dessa sociedade estejam quebrados interiormente…

Dizemos que nossa Sociedade é formada por seres pensantes, que trilham seu próprio caminho. Porém, na prática, todos seguimos diretrizes que nem sempre estão alinhadas com nossas necessidades individuais. E por que? Simples… o todo tem prioridade sobre o uno… pois no final, o todo deve tornar-se uno…

Durante a condução do gado pela planície, ao encontrar um rio que a manada deveria atravessar, e sem saber com certeza se este rio ofereceria ou não perigo para o grupo, o boiadeiro escolhia uma rês que, por motivos diversos, não faria falta no final da viagem. E a obrigava a atravessar as águas antes que o grosso da boiada fizesse esse percurso. Se algum perigo houvesse, apenas aquela rês seria sacrificada… essa ideia é aplicada até hoje nos grupos sociais… há sempre um “boi de piranha” pronto para ser sacrificado em nome da segurança do grupo…

Você tem o sagrado direito de ser feliz. Mas deve estar consciente de que terá que pagar seu tributo. Em todo caso, lembre-se que se não tiver coragem para dar o passo de precisa em direção à sua felicidade, isso não significa de forma alguma que viverá confortável na mentira na qual foi envolvida…

A frustração de não poder viver da forma que realmente deseja irá te fazer cada dia mais infeliz. E mesmo que lance mão de subterfúgios que te permitam vislumbrar, mesmo que por instantes, aquilo que realmente te faria feliz, isso só te deixará mais complexada… porque em sua imaginação a felicidade não é seu direito…

Mas nascemos para ser felizes. Um povo feliz não necessita de nada mais além daquilo que é necessário para viver. Não deseja poder sobre seus irmãos. Não cobiça a riqueza de seu semelhante, pois entende que ser rico é viver em paz, cercado de Paz e Harmonia. A Felicidade, a verdadeira Felicidade, independe de bens materiais. Tudo que realmente necessitamos  é nos sentir amados… e devolver esse amor a todos que nos amam…

Então, se tiver que escolher entre ser feliz ou se enquadrar naquilo que dizem ser o certo para você, lembre-se… a escolha só cabe a você… mas a verdadeira Felicidade é algo que dinheiro nenhum do mundo pode comprar…

Tania Miranda   –   Brasil   –   21/04/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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