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NOSSO MUNDO É REAL… OU APENAS IMAGINAÇÃO?

De certa forma, vivemos em um mundo de fantasias. E cada um tem o seu. Duas pessoas não convivem no mesmo espaço-tempo, nem compartilham as mesma experiências. Vivem situações similares. Porém, de forma alguma compartilham as mesmas situações…

Parece um paradoxo tal afirmação, não é mesmo? Afinal, se estou vendo a outra pessoa ao meu lado, como é que não estamos na mesma sintonia? De certa forma tal resposta foi dada por um filme de ficção científica lançado a alguns anos atrás, e que serviu de inspiração para os mais variados momentos. As famosas pílulas azul e vermelha continuam em voga até os dias de hoje…

Claro que a compreensão quanto aos eventos da história em questão dependem do entendimento de cada um. E aí voltamos ao inicio de nossa conversa, onde afirmamos categoricamente que há vários Universos em paralelo, e cada ser está inserido em um deles, vivendo uma situação nem sempre coincidente com a de seus pares…

Como exemplo podemos usar a movimentação que fazemos em nosso dia a dia. A dinâmica social nos faz nos movimentar a todo instante, mudando de cenário e, logicamente, vivenciando situações variadas. Mas o que isso significa, realmente? Bem…

Quando estou interagindo com um determinado grupo estamos, ao menos naquele momento, todos vibrando na mesma sintonia. Compartilhamos o mesmo espaço-tempo por alguns instantes. Porém, ao mudarmos de cenário, deixamos de interagir com aquele grupo em especial e, sem mais nem menos, passamos a vibrar em uma nova sintonia…

Simplesmente deixamos de participar de eventos com aquele grupo… é como se, em determinado momento, fossemos apagados daquele espaço. E realmente o somos. Pois passamos a não existir fisicamente, permanecendo apenas uma lembrança de quem somos… ou fomos…

Ao mesmo tempo, nossa imagem é projetada para uma nova realidade, onde vivenciamos situações totalmente diversas daquelas que até a pouco tempo participávamos ativamente. O marcador de nossa presença simplesmente se desloca para um novo Universo…

Cada novo evento do qual participamos nos traz experiências novas, que nos permite evoluir ao nível pessoal. Porém continuamos presos em nosso próprio espaço-tempo, interagindo ocasionalmente com outros indivíduos que venham a participar de algum momento específico de nossa caminhada…

Essa dinâmica nos faz ter três tipos de reação… a primeira é a sensação de pertencimento a um determinado grupo, pois nos sentimos em perfeita sincronia com o mesmo… aparentemente, nossas ideias se encaixam com os parâmetros deste…

A segunda é a rejeição, visto que por um motivo ou por outro não nos sentimos bem junto aqueles que gravitam nesse grupo em especial. É uma sensação de não pertencimento, uma vez que nossas diretrizes pessoais não encontram eco naquele grupo em especial…

A terceira é simplesmente ignorar por completo tal situação. Se não nos identificamos completamente com a linha de ação de determinado grupo, também não nos sentimos em um ambiente hostil, ao menos em um primeiro momento. E por esse motivo, acabamos por não seguir uma linha de ação padrão… tanto podemos permanecer neste grupo como podemos simplesmente nos retirar. Isso irá depender das avaliações que faremos durante os primeiros contatos com o grupo…

Sim, parece estranho. Por exemplo… como explicar a atração de duas pessoas, que passam a coabitar sob o mesmo teto? Elas estão na mesma sintonia durante todo o tempo… e seus descendentes também participam deste plano em questão, não é mesmo? Não exatamente…

O seio familiar é o exemplo mais gritante das cordas temporais. E por que? Simples… embora aparentemente todos estejam em uma mesma vibração, cada um segue um caminho diferente de seus pares. E os momentos de interação, que no inicio eram constantes, vão aos poucos se espaçando, até que em determinado momento passam a ser completamente aleatórios…

O único momento em que dois seres compartilham o mesmo espaço… não o tempo, apenas o espaço… é durante a gestação da nova vida que foi gerada pela união de determinado casal. E apenas a mãe estará compartilhando esse tempo com seu futuro filho… o pai será mero espectador…

Após o nascimento, haverá momentos de interação familiar. Mas mesmo nessa fase, os sujeitos em questão passarão a viver suas vidas de forma independente… inclusive o bebê, que em determinados momentos estará fora do espaço-tempo de seus genitores…

E assim, seguindo as informações básicas que foram inseridas em nossa programação original, desde nosso primeiro vagido construímos nosso próprio Universo de Sonhos… onde temos nossa visão particular da vida e onde passamos a nos preparar para a vida naquilo que costumamos denominar como “Mundo Real”… mas será que não é nesses momentos que estamos vivendo em um “Universo Fictício”, deixando nossa realidade escondida nos recônditos de nossa alma?….

Tania Miranda    –     19/04/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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