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a evolução depende apenas de nós

 

A vida em Sociedade é normatizada por costumes. Mesmo que, à luz de uma avaliação mais apurada, estes não façam nenhum sentido. Exemplos há aos montes, não é necessário procurar muito ao redor para encontrá-los. Mas faz parte da vida, não é mesmo? Então, se fazemos parte de determinado núcleo, o mínimo que se espera de nossa parte é que respeitemos tais normas e vivamos de acordo com estas…

O grande problema é que, para vivenciarmos o papel que nos foi entregue, muitas vezes somos obrigadas a sufocar nossa verdadeira essência. Porque, por motivos mil, tal papel não se encaixa em nossas convicções pessoais. Mas temos que seguir o script, pois não nos é dado  o direito de escolha…

Se divergimos uma linha que seja de tal diretriz, a cobrança vem de várias maneiras. Uma das mais eficazes é, sem dúvida, a chacota. Quando determinada parcela do grupo do qual fazemos parte começa a debochar de nossa figura, quando passam a nos menosprezar, sentimos o golpe de imediato. Pois se estão nos ridicularizando, é porque estamos erradas realmente… será mesmo?…

O ser humano é múltiplo em sua individualidade. Podemos afirmar que cada elemento é um Universo à parte, onde suas diretrizes nem sempre coincidem com as do meio em que está inserido. E por que? A resposta é simples… cada ser vivo, antes de ser um indivíduo, é parte de um Organismo maior, que necessita que todos os seus componentes estejam alinhados, para que não haja falhas quando executar alguma tarefa… mas muitas vezes essas tarefas vão de encontro às convicções pessoais do elemento…

Essa é a explicação mais simples para o fato de que qualquer ato que cometamos, que não faça parte daquilo que de nós é esperado, aciona um gatilho de alerta no grupo… e os outros membros tentam, de todas as maneiras, despertar a “razão” no elemento dissonante…

Porque você acha que somos preconceituosos, xenófobos… e temos reservas contra o desconhecido? Porque, a princípio, se determinada pessoa não se enquadra naquilo que o grupo espera para completá-lo, a solução é apagá-lo, destrui-lo, mesmo que apenas no sentido figurado. Afinal, ele é uma célula doente, que pode colocar em risco toda a estrutura do grupo…

Quando deixamos de reconhecer determinada pessoa e passamos a questionar sua forma de viver, de agir… bem, é porque, em nosso íntimo decidimos que ela não faz parte da nossa sociedade… e se a deixarmos gravitando ao nosso redor, poderá contaminar todo o grupo e, em consequência, vir a mudar nossas diretrizes, tão duramente conquistadas…

No final, é tudo uma questão de Poder… quem manda e quem obedece. E essa dinâmica se inicia no primeiro núcleo social do qual fazemos parte… a família. É a partir dessa formação que adquirimos os conceitos sobre o que é ou não é aceitável… detalhe… mesmo que o “não aceitável” em nada prejudique nossa vida, devemos execrá-lo… caso contrário podemos ser “infectados” por este…

Vivemos todo o nosso tempo nesse plano batalhando não só pela aceitação do grupo como também conseguirmos uma posição de comando… afinal, só poderemos nos considerar bem sucedidas se estivermos à frente de uma Comunidade qualquer, sendo reconhecidas como pessoas que, de alguma forma, influenciam o pensamento dos demais…

E assim vamos seguindo em frente… seguindo os cânones já definidos, criando novas regras para “facilitar” o entendimento entre os mais variados grupos… vendendo a guerra como se fosse algo benfazejo em nossas vidas…

Podemos mudar isso um dia? Sim, se soubermos educar as novas gerações que estão chegando. É uma tarefa simples? Claro que não. Afinal, temos que desconstruir tudo aquilo que vimos e ouvimos… isso significa passar por cima de nossas convicções, de nossas certezas… mas nada consegue nos preparar para enfrentar tal momento…

Então, ao menos por ora, tudo o que nos resta é sonhar com um Mundo de Paz, onde as intrigas, a inveja, não tenham lugar em nossos corações. Afinal, tudo em nossa vida começa sempre com um sonho, não é mesmo?…

Tania Miranda   –    Brasil   –   31/03/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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