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COMO FILTRAR A VERDADE DAQUILO QUE NÃO É?

Vivemos em um mundo conturbado. Milhares de ideias diferentes se entrecruzam, causando um ruído tal que faz com que a maioria das pessoas não recebam as mensagens como essas foram enviadas em sua origem. E isso causa uma série de mal entendidos, nem sempre passíveis de serem solucionados…

Um dos maiores problemas do mundo moderno… estou falando de nossa era, mas se pensarmos bem, o presente de qualquer época pode ser considerado “era moderna”, quando comparado com momentos que já se foram… é, talvez, o excesso de informação sem uma base sólida para entender aquilo que recebemos. Na maioria das vezes nossa interpretação de um fato é baseada mais em nosso “achismo” que em uma análise real daquilo que nos foi passado…

Isso se aplica a todo segmento de nossa vida. Tanto amorosa quanto social. Mas vamos focar em nossa vida social, em um primeiro momento. Como sempre digo, um grupo social é um indivíduo onisciente, que em realidade não depende da linha de pensamento de seus integrantes. Ou seja, esse “ser social” tem suas próprias ideias, uma mescla de tudo aquilo que seus membros consideram “verdade”. O problema é que, na maioria das vezes, tal “verdade” está calcada nos preconceitos de seus integrantes…

“Mas… espere aí… você não disse que esse indivíduo social tem suas próprias ideias? Como assim, ele se baseia nos preconceitos de seus integrantes?” Elementar, meu caro Watson, como diria certo personagem do mundo literário… nenhuma ideia nasce espontaneamente. Há a necessidade de uma base, de um alicerce. Mesmo que esse alicerce seja feito em um terreno arenoso…

Os conceitos e preconceitos de determinado grupo independem, em um primeiro momento, da visão de seus integrantes. Porém, ainda assim, há a necessidade de se plantar uma sementinha ideológica que irá florescer, dando os frutos esperados no final… e esses frutos serão a soma de todos os medos e ambições dos participantes de tal agremiação, devidamente depurados pela ideia central dos fundadores do grupo em questão…

Sim, no final tudo será devidamente reunido e simplificado de tal forma que à primeira vista parecerá uma visão única de toda comunidade. Mas no final, até porque cada integrante tem sua visão particular daquilo que ocorre a sua volta, o choque de ideias acaba por ocorrer dentro do seio grupal… haverá divergências e nem sempre os líderes conseguirão convencer a todos sobre a melhor forma de tocar o barco para frente…

Temos que nos lembrar que ninguém participa de um grupo, apenas. Em geral fazemos parte de vários grupos sociais, muitas vezes com objetivos conflitantes. Exemplos existem, aos montes…

O primeiro grupo social do qual participamos é a família. E depois de algum tempo caminhando por esse plano acabamos por formar um novo grupo por nós denominado de família, que muitas vezes é antagônico às ideias que tínhamos até então. Porque novos elementos são inseridos nessa associação e pode ser que a visão destes seja divergente daqueles do grupo original…  e porque isso acontece? A resposta é simples…

Durante nossa evolução como ser humano somos bombardeados com novas informações a todo momento. Processamos estas da melhor forma possível, sempre levando em conta aquilo que aprendemos desde que chegamos a esse plano. Mas nem sempre a mensagem chega clara até nós e, muitas vezes, temos que adaptar aquilo que nos foi entregue de uma forma que consigamos entender tal mensagem. E é então que podemos entrar em contradição…

Quando passamos a raciocinar de acordo com as várias informações recebidas, por vezes encontramos discrepâncias entre o novo e as ideias originais. E é nesse ponto que tanto podemos validar aquilo que veio do berço, repudiando as novas ideias, como podemos descartar aquilo que aprendemos desde o berço e abraçamos os novos conceitos. É então que a nova família pode entrar em choque com a antiga…

Na verdade, a maioria dos conceitos por nós usados durante nossa trajetória nesse plano são elásticos, podendo servir para nomear as mais variadas formações das quais participamos. De certa forma, o núcleo familiar pode não ser exatamente aquele que convencionamos denominar. Afinal, um grupo de amigos não deixa de ser uma família… mesmo que não vejamos desta forma no início…

O que faz com que as pessoas acabem por não se entender é justamente o fato de termos tantas opções a seguir… as linhas de ação são tantas, que no final tudo o que temos é uma confusão mental… tomar uma decisão, entender o que é certo e o que não é… não é, de forma alguma, uma tarefa simples. Porque é nesse momento que o preconceito irá se impor sobre os fatos que se apresentarem. É quando o “achismo” toma conta do momento… afinal, você já definiu sua linha de pensamento… e nada que não siga sua linha de raciocínio deve corresponder à verdade…

Tania Miranda   –    Brasil   –    03/02/2026

Tania Miranda
Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

Tania Miranda

Trabalho como Agente de Organização Escolar (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo) embora no momento esteja prestando serviço junto ao TRE, no Cartório Eleitoral como Auxiliar Requisitada. Gosto de escrever, tenho dois livros publicados, "Tirésias, a dualidade da alma humana"(autobiografia), pela Editora Verso e Prosa e "A volta do Justiceiro", romance explorando o folclore brasileiro, publicado pela UICLAP. Publico crônicas diariamente em alguns grupos, meu perfil e meu blog... (taniamirandablog.blogspot .com)... sou casada, tenho quatro filhos e dois netos, sendo que minha neta mora comigo desde os três meses de idade...

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